02 fevereiro, 2016

Uma estranha no ninho: Primeiras impressões de um dorama (I hear your voice)



Olá dorameiros!!!


É comum entre nós dorameiros querermos falar sobre doramas como outras pessoas próximas a nós, mas muitas das vezes, nossos amigos são estranhos ao nossos gostos para certos tipos de entretenimento e acabamos por recorrer à internet e consequentemente as mídias sociais para podermos encontrar amigos com os mesmos gostos.


Na minha vida real, ou seja, fora da internet, todos os amigos que eu tenho que curtem dramas eu conheci por causa dos doramas, e realmente são boas amizades que eu criei. A Patrícia Matos é uma ótima amiga que tenho há alguns anos, nossa história de vida é um tanto parecida, inclusive a nossa rotina é bem semelhante, por isso sempre achei que ela tem potencial para ser uma boa dorameira, por ter a mente aberta para conhecer o novo, ainda mais tratando-se de entretenimento, mas sempre quando eu tocava no assunto, ela dizia que tinha vontade de ver, mas sentia que rolava um preconceito. Patrícia não é como eu que já tem uma vivência com animes, tokusatsus, mangás, culinária e etc, faz mais a linha intelectual, lê livros que eu geralmente passaria longe, conhece 34566578 autores nacionais e internacionais principalmente o John Grisham, que é um famoso jurista americano, aliás, ela é formada em direito.


    


Tentando trazê-la para o "lado negro da força", fiz uma proposta a ela e eu sabia que dificilmente ela iria recusar: sugeri que assistisse um dorama e fizesse uma "análise" dele para eu por aqui no blog, claro que minha intenção principal era fazê-la gostar de dorama, mas também tenho curiosidade de saber como uma pessoa que não conhece nada do tipo reage a um tipo de entretenimento cuja cultura é tão diferente da nossa. Escolhi I hear your voice por ser um dorama que mostrar um pouco da rotina de trabalho dos advogados da Coreia já que ela também é uma.




Sobre o dorama escolhido caso vocês ainda não conheçam:

I Hear Your VoiceEstrelado por e 
Você é inocente até que provem o contrário, a não ser que você seja azarado de ser culpado até que provem que você é inocente. Para esses almas desafortunadas, existe apenas 1% de chance de liberdade, e essa chance vem com uma equipe cômica. A advogada Jang Hye Sung (Lee Bo Young), com suas atitudes frias, Cha Kwan Woo (Yoon Sang Hyun), um ex-policial e Park Soo Ha (Lee Jong Suk), um misterioso adolescente com uma habilidade de ler pensamentos. Juntos eles formam uma equipe completamente diferente e usam seus próprios métodos para fazer justiça.(DramaFever)

O post será dividido em duas partes:" As primeiras impressões" e a "Conclusão", de imediato, como vocês verão logo abaixo, dá para sentir que o lado negro da força está fluindo, e digamos que até mais que o esperado...

Mas sem mais delongas, vamos a análise dos 4 primeiros episódios de I hear your voice feita pela Paty( sim podem chamá-la de Paty), Coloquei alguns comentários em roxo na análise dela, porque tem que rolar uma zoeira básica né...



Ponto de análise principal:  Diferenças e simetrias com nossa cultura e hábitos.


Como são séries feitas na Coreia, minha análise acabou sendo por observar o que de nós é igual a um lugar do outro lado do mundo e o que fica bem diferente.
Creio que vá ser o que eu vá pontuar mais minha análise justamente por estar mais atenta ao novo, pois é primeira vez que assisto a um dorama. Demais episódios minha escrita ficará repetitiva se eu escrever que o uniforme da escola é fofo em todos...rs

EPISÓDIO 1 I HEAR YOUR VOICE

1- Alunos limpando e organizando a sala e os corredores – bem diferente de nós.
2- Bullying e confusões “adolescentes” parecem ser iguais em todo lugar. Colar na escola também.
3- Uniforme das meninas é a coisa mais fofa.
4- Na Coreia comem pizza! Que alegria! Vi no panfleto com o menino falando sobre os preços antes do acidente/homicídio no carro.
5- Advogada também está sem grana e é ajudada pela mãe. Tirando alguns aqui, há muitos advogados desempregados ou ganhando muito pouco. Há advogados em excesso e faltam casos como relatado no filme e no Brasil estamos na mesma situação. E a concorrência para sair da advocacia e concorrer a um cargo público é grande também como aqui.
6- Os rapazes são gatinhos! Em breve ela vai ter um oppa preferido :3
Conflitos adolescentes, desânimo profissional pelo que me pareceu na audiência em que a advogada atuava são situações que em qualquer lugar fazem parte da nossa humanidade. Como vamos conduzir nossos sentimentos aí podemos aduzir a nossa cultura, etc,mas creio que sentimos igual, em qualquer lugar do mundo, somos humanos e isso nos une ou deveria unir em fez de separar.
Senti, não vou dizer falta, mas algo que me incomodou um pouco é não ver é a diversidade étnica que vemos não só no nosso dia a dia, mas também em filmes ocidentais. Ver como no episódio uma sala de candidatos à Defensoria Pública todos “iguais” fica meio monótono. Parece que ver algo mais nosso é mais alegre. Queria ver uma sala com pessoas de biotipos diferentes – alta, baixa, gorda, magra, cabelos compridos, cacheados, lisos, black. Roupas, apesar de formais, são diferentes aqui pois cada um tem um estilo de se vestir. Deles fica tudo tão igualzinho que parece que usam um uniforme sem combinar que estão iguais. Ficam naturalmente iguais demais. A diversidade me traz mais alegria, despojamento. Por outro lado, gostei do estilo recatado das roupas, postura mais discreta. Não deixaria de assistir por esse motivo. E vai ser difícil memorizar nomes, tanto por serem diferentes, como por todos serem fofos parecidos...rs Esquenta não, com o tempo você irá perceber que não são tão parecidos assim :3
Eu topei o desafio de assistir porque gosto da amiga, mas achei que ia ser um tédio assistir, confesso, mas topei também porque estou acostumada a ler estilos literários bem diferentes, então assistir também pensei que seria algo interessante. Mas não foi tedioso não. Deu expectativa para assistir à continuação e fui logo para o segundo episódio. Prendeu minha atenção. 1º estágio do vício aparecendo

EPISÓDIO 2

1 - Agora Defensora Pública, disse a mãe que ia ganhar dinheiro por alguns anos e depois se casar. Não pode ambas as coisas? Ganhar dinheiro profissionalmente e também se casar? Precisará largar a profissão? Diferente posicionamento cultural.
2- Insegurança adolescente. Treinar na frente do espelho como vai falar. Senti-me igual do lado de cá do mundo.
3- Eles são fofos!

EPISÓDIO 3

1- Questão envolvendo bullying também entre colegas. Tema tem sido abordado pelo visto em todos os lugares por ser algo nocivo demais às pessoas envolvidas.

EPISÓDIO 4
1- Não aparentam a idade que possuem, tanto que estudante e a advogada parecem ser da mesma idade e no episódio anterior foi dito que teria por volta de 27, 28 anos.
2- Repete que está casada com a lei e seria um desperdício agora ela se casar.
Gostei da trilha sonora, principalmente uma que se repete muito, acho que é a de entrada...rs

É fácil se “familiarizar” com todos eles. Assisti a quatro e parece que já os conhecia de anos. Conseguiram me passar isso de simpatia e familiaridade o que não imaginava para algo com todos (não sei se tem algum que não) os atores coreanos. Acho que criamos no nosso imaginário que são “diferentes”, mas no fundo não os são e o acesso ao dorama aqui é bom para cada vez mais quebrarmos barreiras de preconceitos. 

Continuarei assistindo pra ver o que vai dar tudo isso.  A gente sabe que sim... e que não tem mais volta.





Quando a Paty terminar, eu voltarei com a conclusão dela à respeito de I hear your voice e vou dar o veredito final sobre a situação psicológica dela após ter assistido seu primeiro dorama ;)

Mas já chutando a prévia, em breve...



19 comentários:

  1. Amei a ideia de apresentar e postar comentários de uma pessoa se aventurando a ver doramas pela primeira vez,ainda mais não tendo nenhuma ligação com o mundo oriental.Amei a exaltação da "fofice"da sua amiga!Torcendo aqui para ela vir para o nosso lado!Ansiosa para a resenha final dela!

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  2. Gostei da análise! Interessante ver o olhar de uma novata... já nem lembro o que pensei a primeira vez que vi um dorama kkkkk mas não tenho nenhum precedente cultural, não curto mto animes, mangas, tokusatsus etc

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    1. Sim e muita gente que começou a ver doramas primeiramente agora lê mangás, assistem animes, o importante é se permitir ao novo nesta situação.

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  3. A COBAIA

    Olá! Sou eu a cobaia chamada para assistir ao dorama..rs
    Sabe que rolou vontade de conhecer a Coreia? Não sei se algum dia sairei do país, mas na minha lista, nunca havia entrado Coreia na lista para conhecer. Agora entrou...rs

    Não sabia o que era "shippar". Perguntei por mensagem à Ana Clara. E estou "shippando" pelo estudante e pela advogada.

    Abraços a todos. Vou assistir ao episódio 5

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    1. kkkkkkkk ansiosa pela conclusão

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    2. Dica de amiga: qdo ver um dorama, shippe sempre os protas! kkkkkkkk shippar errado é horrível, passo pouco por isso, mas qdo passo, é angustiante...

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  4. Entrei no mundo fabuloso dos doramas aproximadamente em maio de 2015. Não tinha conhecimento nem fazia ideia que existia este tipo de entretenimento. O primeiro que assisti foi no netflix, meninos antes das flores, não tinha ideia que era um dorama. Ao terminar, no próprio netflix procurei temas semelhantes e acabei assistindo você é linda. Comecei a pesquisar na internet e acabei descobrindo que os seriados que assisti eram doramas. Continuei a pesquisa e descobri o DramaFever , depois o Vike, depois K-drama Brasil no facebook, os blogs e daí aos poucos fui sendo ajudada e aprendendo mais deste mundo fantástico, onde viajo na criatividade do autor e na interpretação dos atores. Dá para perceber que fiquei viciada, rsrsrsrs. Também tento apresentar algumas amigas à este mundo, mas até agora ainda não obtive sucesso.

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    1. Márcia, eu acredito que não dá pra seduzir todo mundo para entrar neste mundinho, há pessoas que têm este perfil, geralmente pessoas que já assistem séries, novelas, principalmente as mexicanas, ou que já tem alguma vivência com cultura oriental, há aqueles tb que possuem a mente mais aberta, creio eu que seja o seu caso.

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  5. Primeira vez que vi um dorama foi de livre e espontânea falta do que fazer e fidelidade a uma amiga que enfiou um drama no meu PC (ficou la uns seis meses).Bendito seja aquele dia que caiu um raio e estourou o transformador de energia do bairro,e entrei nesse mundo lindo e colorido dos dramas e kpop.

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    1. Há males que vêm para o bem, nunca um raio trouxe felicidade né? kkkkkkkkkkkk

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  6. Muito legal a sua ideia e claro já sinto pena da Paty que agora está começando a viciar neste mundo mágico que só faz você adicionar cada vez mais títulos na lista de doramas que quer ver /hahaha

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    1. Ela tá com depressão pós-dorama, se apegou muito aos personagens kkkk

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  7. Amei essa análise. É interessante ver a percepção de alguém está conhecendo esse universo agora. É, e foi muita fofura... Rsrs. Eles são fofos mesmo.

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    1. Ela já tá chamando o Lee Jong Suk de oppa por aí kkkk

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  8. PATY- Já íntima do ninho, ou seja, viciada.

    Então meu vício começou mais ou menos no final de janeiro, dona Ana Clara...rs
    Aguardo minha garrafinha de soju de presente.

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    1. 40 reais a garrafinha de soju, me dá que eu compro, começa a juntar no cofrinho aí

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  9. eu não lembro muito bem meu primeiro dorama HUEHUE mas a lista de oppas tá enorme HEUHEUH JACKSON <3

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