27 dezembro, 2015

[Resenha] Cain and Abel



Hoje vim falar desse dorama que esteve três anos salvo no meu HD externo. Eu ia adiando, adiando, e não assistia, sempre preferindo outro, por nenhum motivo aparente. Somente adiava.

Talvez porque não simpatizava muito com o Ji Sub até ver I'm Sorry, I Love You, no meio desse ano, o primeiro dorama que vi com ele. Desde então passei a gostar demais de sua atuação e admirá-lo por sua grande beleza. Talvez pelo nome Cain and Abel me trazer à memória a história bíblica dos irmãos Caim e Abel e do primeiro assassinato. De certa forma, temia que "Caim" matasse "Abel" no dorama também e relutava em assistir. Talvez não tenha sido nada disso.

Como estou acompanhando Oh My Venus, com Ji Sub, fiquei com vontade de ver outro trabalho dele, simultaneamente. Pretendia que fosse Ghost, de 2012, que baixei recentemente. Contudo, um problema com meu notebook me fez perder os 15 doramas por ver, que tinha baixado nos últimos três meses. Sendo assim, o que me restou foi escolher dentre os 20 por ver que tenho salvos no HD. Por Cain and Abel ser com o mesmo ator, optei por este.

Não me arrependi por um minuto sequer de ter feito essa escolha. Logo mais entenderão porquê. Vamos à resenha =)
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Dados técnicos

Título: Cain and Abel 
Romanização: Kaingwa Abel 
Hangul: 카인과 아벨 
Gênero: Romance, melodrama, ação
Diretor: Kim Hyeong-Sik (Twenty Again)
Roteirista: Park Kye-Ok (Inspiring Generation)
Emissora: SBS
Quantidade de episódios: 20

Período de trasmissão: 18 de fevereiro de 2009 a 23 de abril de 2009
Horário: Quartas e quintas-feiras às 21h55
Idioma: Coreano
País de origem: Coreia do Sul
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Elenco (principais em destaque)

So Ji Sub como Lee Cho In / Oh Gang Ho
Shin Hyun Joon como Lee Seon Woo
Han Ji Min como Oh Young Ji
Chae Jung Ahn como Kim Seo Yeon

Han Da Min como Lee Jung Min
Jang Yong como Lee Jong Min (Pai do Seon Woo)
Kim Hae Sook como Na Hye Joo (Mãe do Seon Woo)
Ahn Nae Sang como Jo Hyun Taek
Song Jong Ho como Kang Suk Hoon
Kang Yo Hwan como Uhm Dae Hyun
Yoo Joo Hee como Nam Yong Tae
Ha Yoo Mi como Kim Hyun Joo
Park Sung Woong como Oh Kang Chul (Irmão da Young Ji)
Kwon Hae Hyo como Kim Jin Geun
Yoon Ki Won como Park Soo Rak
Kim Myung Gook como Bang Tae Man
Kim Ha Kyoon como Oh In Geun
Baek Seung Hyun como Choi Chi Soo

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Sinopse (por Asian Team, com modificações minhas)

O drama nos conta sobre uma trágica rivalidade entre irmãos. Uma historia repleta de amor, ódio, ambição, traição e amizade.

Tudo parece perfeito na vida de Lee Cho In, que é um médico talentoso. Finalmente obtém o amor de sua vida e seu ídolo, seu irmão mais velho Lee Seon Woo, está de volta após sete anos longe da Coreia e de sua família. Mas Lee Seon Woo parece não ser o mesmo de antes. Ele culpa Lee Cho In por ter tirado tudo que havia de bom na sua vida. O amor do seu pai, seu reconhecimento como médico e a mulher que ama. Após uma tentativa de assassinato na China, Lee Cho In não consegue se lembrar de nada além das suas habilidades médicas. Sem memória, se junta a um grupo de traficantes desertores norte-coreanos, que o salvou da morte no deserto chinês. Grupo este liderado por Oh Gang Chul.

 
Como refugiado norte-coreano sob o nome dado a ele por Oh Gang Chul e como seu primo, ele volta à Coreia e começa uma nova vida ao lado de Oh Young Ji, irmã de seu salvador. Logo as pessoas que o queriam morto descobrem que ele está vivo e tentam matá-lo outra vez.


Poderá o médico desmemoriado lembrar-se de tudo e descobrir quem o tentou matar? Será que seu irmão tem algo a ver com isso? E que mistério está por trás de seu desaparecimento por anos?

A base de inspiração para o drama foi a história bíblica dos dois primeiros filhos de Adão e Eva, Caim e Abel. Nela, Abel e sua oferta são bem aceitos por Deus, mas Caim e o que ofertou, por outro lado, não foram aceitos por causa das intenções e motivações no coração de Caim. Movido pelo ódio e cheio de rancor e inveja, ele mata o irmão mais novo, cometendo assim o primeiro assassinato do mundo.
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Opinião e crítica

Para começo de conversa, vamos falar do roteirista, de quem nunca assisti nada, então quanto a isso não posso dizer muito, a não ser o que ouvi. Quando Inspiring Generation foi lançado, vi muita gente falando bem, especialmente no começo, mas logo pessoas que assistem doramas por anos, que têm um gosto apurado e um alto senso crítico como eu começaram a desgostá-lo. Não sei se foi culpa do roteirista, atores, trilha sonora, diretor, produtor ou de algum fator externo, mas ouvir/ler esses comentários negativos me desanimou. Cheguei a baixá-lo, mas assisti ao primeiro episódio e larguei por súbito desinteresse e falta de empolgação para prosseguir, quem sabe uma dia eu volto a ver. Seus outros trabalhos desconheço completamente.

Também não vi nenhum drama dirigido por esse diretor. Twenty Again foi bastante elogiado dentro de meus círculos de amizade e grupos dorameiros no facebook, além de ter sido escolhido como um dos melhores de 2015 pelas amigas dorameiras no post da Ana Clara. Só que eu nunca tive a mínima vontade de vê-lo. Sei que o Drama Fever legendou, e talvez o Viki e fansubs. Mesmo assim, cada vez que olhava para uma imagem, um pôster ou qualquer coisa assim, nenhuma emoção ou curiosidade era despertada. Nem lendo o texto das amigas eu mudei de ideia. Acredito que não o verei em um futuro a longo prazo (não digo "para sempre", pois é muito tempo). Como no caso do roteirista, dos outros trabalhos eu desconheço.

De qualquer forma, Cain and Abel teve um bom roteiro e uma boa direção, e é somente por ele que posso avaliar o trabalho desses profissionais. Talvez eu me admire fácil, a questão é que o que me chama a atenção é mais o roteiro, com bons personagens, uma boa sequência de acontecimentos e bons diálogos, o que esse drama teve de sobra, do que outros fatores. Suas poucas falhas de roteiro não chegam a ser grandes falhas. São elas: a falta de conclusão em algumas das histórias paralelas ao desenvolvimento central da trama; algumas personagens periféricas, mas importantes, se perdem na história e "desaparecem sem deixar vestígios". Se há outras falhas, não sou assim tão "caçadora de erros"  para tê-las notado, nem profissional a esse ponto, portanto considero o roteiro muito bom. Sei que o diretor também precisa fazer um bom trabalho para termos um bom produto final, e neste caso não notei falhas. Para mim, o trabalho de roteiro e direção foram bem realizados, assim como dos demais envolvidos, não tenho dúvidas.

Com esses dois pontos esclarecidos, vamos prosseguir. A respeito dos atores só posso elogiar. Todos arrasaram, a escolha do elenco foi ideal. Por sinal, So Ji Sub ganhou o Prêmio Excelência como ator no SBS Drama Awards de 2009 pelo papel do Dr. Lee Cho In. A atuação dele, como atualmente em Oh My Venus, como em I'm Sorry, I Love You, e no filme Always Only You, tudo dele que vi, foi impecável! E todos os outros também tiveram atuações grandiosas. A vilã feita pela magnífica atriz Kim Hae Sook foi perfeita!! Eu vi I Hear Your Voice com ela, no qual atua como mãe da protagonista e uma boa pessoa, e Hotel King, no qual é uma vilã também. Realmente admiro a versatilidade que ela tem para fazer com maestria o papel de alguém do bem e alguém do mal. Não me recordo do trabalho de nenhum outro ator em dramas, mas posso dizer que em termos de atuação, não dá para reclamar desse dorama. Han Ji Min foi espetacular como a refugiada norte-coreana Oh Young Ji. Céus, o que era aquele sotaque? Coisa mais gostosa de ouvir! O elenco secundário foi exemplar também, especialmente Baek Seung Hyun, que fez o papel de um cara chato, egoísta e malvado, o Choi Chi Soo. Adorei a cara de louco que ele fazia! O ator também ganhou um prêmio, o de Melhor Ator Coadjuvante.

Mas o que seria de um bom dorama sem uma boa trilha sonora (ost)? Ele não seria tão bom, começa por aí. Todos sabemos a importância de uma boa trilha para embalar uma boa história. No cinema, a música é tão indispensável que muitas vezes já sabemos de que filme é só de ouvirmos o primeiro acorde. A música é essencial para dar cor à produção audiovisual, é a marca registrada que dura mesmo quando os atores envelhecem e morrem. Simplesmente é impossível ouvir a introdução de Also Sprach Zarathustra, de Richard Strauss, e não se lembrar de 2001: Uma Odisseia no Espaço, um filme antigo, ultrapassado, que hoje em dia quase nunca é visto, creio eu - exemplo de filme eternizado pela música. Nos dramas isso não é diferente, afinal de contas, o objetivo é semelhante ao da produção dos grandes filmes: eternizar no coração daqueles que assistem.

E esse é outro grande motivo por Cain and Abel ser tão bom. Além de ótimo roteirista, ótimo diretor e ótimos atores, possui uma ótima trilha sonora. Falo das músicas cantadas especialmente. Tenho uma queda - um precipício - por ost de doramas, e o hábito de sempre baixar o álbum completo ao assistir um novo dorama. Só que sei, com a convicção de alguém que é viciada em música desde criança e tem um ouvido apurado e exigente, embora bem eclético, que nem todos os dramas possuem boas trilhas. Às vezes, o dorama é muito bom, como The Great Seer, e as músicas são belas, mas não belas o suficiente para conquistar e fazer ouvi-las vezes infindas.  Às vezes, o dorama e sua trilha sonora são mais ou menos, como Protect the Boss. Às vezes o dorama é top, as instrumentais são perfeitas, embora as cantadas deixem a desejar, como em Iljimae. Às vezes, o dorama encanta, as cantadas arrasam e deixam as instrumentais para trás, como em The King 2 Hearts. Às vezes nem as cantadas nem as instrumentais nem o dorama são bons o suficiente, como You're Beautiful. E finalmente, há as vezes em que o casamento entre instrumentais e cantadas é feliz e em perfeita harmonia, como em Two Weeks, além de o dorama ser perfeito também. 

Cain and Abel se encontra na categoria de doramas ótimos, com ótima ost cantada, mas instrumentais pouco impressionantes. Creio eu que as músicas deveriam ser mais impactantes para marcarem mais os grandes momentos de tensão da trama, as emoções variadas, a alegria e a tristeza. Para meus ouvidos, as instrumentais não transmitiam com profundidade suficiente os sentimentos que deveriam, embora sejam bem bonitas e melodiosas, boas para serem escutadas ao trabalhar ou estudar. Aliás, a escuto enquanto escrevo essa resenha.

Outros aspectos a serem considerados, como fotografia, figurino, maquiagem, etc., são muito pessoais. Não que tudo que eu tenha dito até agora não tenha sido pessoal, mas eu tentei utilizar argumentos sólidos para alicerçar minhas opiniões. Porém, creio que não sou a pessoa mais ideal para abordar os demais assuntos, pois não me interesso por eles, embora reconheça sua importância para o bom desenvolvimento da trama. Pessoalmente, não sou grande amante de maquiagem, nem criteriosa com roupas e adepta da moda do "sentir-se confortável é o que importa". Além do que, como falei acima, o que realmente me atrai em um bom dorama é uma boa história e um bom roteiro.

Por fim, mas nem de longe o menos importante, as personagens. Creio que as personas criadas para qualquer história de ficção, se bem construídas, podem por si só garantir 50% de sucesso à obra, seja ela literária ou audiovisual. Personagens de impacto, tal qual as grandes trilhas sonoras, se eternizam no coração dos leitores/espectadores. Exemplo clássico, outra vez tirado do cinema, de uma ótima personagem, é o capitão Jack Sparrow, de Piratas do Caribe. Até quem não viu os filmes da série sabe quem é o capitão. Sem dúvida, se trata de uma personagem de grande impacto.



Para mim, todas as personagens, sem exceção (até aquelas que sumiram sem motivo aparente durante o drama) foram perfeitamente construídas. Protagonistas, antagonistas, vilões, bons e maus moços, até o "tiozinho" do Serviço Nacional da Inteligência (NIS), que quase não aparece. Mas a fim de não me alongar demais, falarei mais detalhadamente apenas das quatro personagens principais.

1° - Lee Cho In
O que falar desse médico maravilhoso que me conquistou desde o primeiro episódio? Amei mesmo como o desmemoriado Oh Gang Ho, não apenas pela beleza inquestionável, mas pelo caráter.

Ele é o "Abel" da trama, o irmão mais novo. Órfão desde o nascimento prematuro, com apenas 33 semanas de vida, nasceu em uma incubadora. Foi adotado pelo Presidente do Hospital Universitário BoSung e o filho de seu pai adotivo era Lee Seon Woo, que amou profundamente o irmãozinho desde o início. A mãe de Seon Woo não concordava com a adoção e sempre odiou Cho In.

A personalidade do doutor era intrinsecamente boa. Gentil com todos, ele se preocupava em salvar vidas, e via com os mesmos olhos um grande empresário ou um morador de rua pobre, tratando pacientes e fazendo cirurgias, muitas vezes arcando com os custos de quem não tinha condições de pagar. Para ele, ajudar era o mais importante, e valorizar cada um, fosse quem fosse.

Seu irmão era seu grande amor, seu maior ídolo. Os dois eram como unha e carne e, ao lado da amiga Kim Seo Yeon, formavam um trio inseparável. A união dos dois era profunda e sincera. Quando Seon Woo desapareceu repentinamente, sem dizer nada a ninguém, Cho In ficou devastado, sem conseguir entender, e ansiosamente esperou sua volta durante os sete anos de ausência do mais velho.

Profundamente amado por seu pai, Cho In tinha o desejo de realizar os sonhos do Presidente, que estava em coma devido a um tumor. Com o intuito de construir o Centro de Emergências e salvar mais e mais vidas, ele e Seon Woo, finalmente de volta, entram em uma profunda disputa interna.

2° - Lee Seon Woo
O irmão mais velho. O "Caim". O que ficou ausente por sete anos e quando voltou, encontrou seu irmãozinho que tanto amava querendo construir um Centro de Emergências, sendo que por todos aqueles anos o que ele sonhara foi construir um Centro Neurológico e se tornar o melhor neurocirurgião do mundo. Desgostei dele já no começo, mas em alguns momentos o vi com bons olhos, simpatia e mesmo pena.

Lee Seon Woo é, a princípio, um irmão amoroso e logo nos enternecemos com a maneira com que ele trata o mais novo. Contudo, devido a algumas reviravoltas logo nos primeiros episódios, passamos a sentir uma raiva enorme dele. Pelo menos, eu senti.

Quando volta à Coreia, depois de quase uma década nos Estados Unidos especializando-se em Neurologia, se vê impedido de fazer seu Centro Neurológico, além de ter perdido o coração da mulher que ama e se sentir abandonado por seu pai. Devido à toda essa frustração, Seon Woo acaba por se voltar contra a pessoa que mais o ama no mundo: seu irmão Lee Cho In.

Nele, vemos claramente a mudança de personalidade do ser humano, que vai de uma pessoa amorosa e digna ao mais frio e calculista vilão,  resultado infeliz do intenso sentimento de abandono que carregava. Esse vilão guarda um grande segredo.

3° - Oh Young Ji
Oh Young Ji é uma refugiada norte-coreana que vive na China no começo do drama, trabalhando como guia turística. Fala três idiomas: coreano, mandarim e japonês. Foi a guia de Lee Cho In quando ele precisou ir à China, e se apaixona por ele. Posteriormente, consegue chegar à Coreia do Sul e ser nacionalizada. Coincidentemente, reencontra o médico quando este já está vivendo como Oh Gang Ho.

O melhor da personagem, para mim, é seu sotaque carregado e lindinho! Eu não sou coreana e não fazia ideia de que havia uma diferença tão gritante entre a linguagem falada nas duas Coreias. Já vi alguns doramas e filmes com personagens dos dois países, mas nunca o sotaque foi tão enfatizado. Para o espectador, era muito fácil distinguir as nacionalidades, especialmente com relação à Young Ji. Sem contar que ela é pura e ingênua, sem maldade. Faz uma burrada no início do dorama e logo se dá conta, buscando revertê-la e se tornando o mais sólido suporte para Lee Cho In.

Ela é irmã de Oh Gang Chul, quem resgata o doutor no deserto. Apenas os dois conseguiram fugir da Coreia do Norte. Embora estejam separados, ambos tentam desesperadamente sobreviver na China até o momento em que poderão ir embora para o Sul, onde esperam se reencontrar e viver em paz.

Além disso, Young Ji vê na possibilidade de ir ao Sul uma oportunidade de reencontrar Lee Cho In, a quem ama.

4° - Kim Seo Yeon
Amiga de infância dos irmãos, Kim Seo Yeon passou toda a infância revezando-se entre casa e hospital. Por ter uma grave doença cardíaca, precisa de um transplante e o doador só aparece quando ela é adulta.

Seo Yeon e Seon Woo são apaixonados e vivem um doce romance desde a infância, mas Cho In sempre a amou secretamente. Ele nunca declarou seu amor por causa de seu irmão e sua fidelidade a ele, mas quando este desaparece, é Cho In que fica ao seu lado até o transplante de coração, inclusive faz sua cirurgia. Sempre esteve com ela, sustentando-a e consolando-a após a partida injustificada de Seon Woo. Isso acaba fazendo com que seu coração, aos poucos, se volte para aquele que nunca a deixou.

Contudo, bem quando ela se declara ao Cho In, Seon Woo reaparece e seu coração se confunde. Especialmente depois que o mais novo é dado por morto e ela descobre o terrível segredo do meis velho.

Não desgostei da personagem, nem gostei. Só a achei enjoada e meio indigesta, além de ter algumas atitudes que, pessoalmente, acho muito erradas. Ele age, muitas vezes, como uma mulher cega pela paixão, sem princípios e amor-próprio.
***
Os outros dois personagens mais marcantes para mim foram Na Hye Joo, a mãe de Lee Seon Woo, e Choi Chi Soo, um desertor do exército norte-coreano e parte do grupo de refugiados ao qual Lee Co In se junta ao ser encontrado semi-morto. Deles falarei rapidamente.

Na Hye Joo é a Vice-presidente do hospital e tem domínio total, já que seu marido está em coma. Essa mulher é a vilã original. Ama Lee Seon Woo com todo o coração e odeia Lee Cho In na mesma proporção.

Ela comete maldades durante todo o drama, por amar muito o filho e querer realizar todos os seus desejos, cega pelo ódio e pelo poder. Tive imenso ódio da personagem. É indiscutível que a atriz foi ótima em sua atuação, tendo conseguido despertador esse sentimento tão intenso em mim.

Choi Chi Soo, ex-soldado e desertor norte-coreano, anseia ser muito rico para poder trazer todo sua família que vive na Coreia do Norte. Para isso, ele trai seus amigos desertores, que também são refugiados, e comete diversos crimes. Odeia Oh Gang Ho sem razão, desde que ele foi resgatado pelo tenente quando estava semi-morto no deserto chinês.

Adorei a atuação do ator! A personagem dele foi mal até o fim, um vilão de verdade. Não foi o mesmo tipo de vilão que Na Hye Joo, seus motivos são diferentes, sua obsessão é outra, eu diria que ele tem uma maldade intrínseca, da mesma forma que a bondade existe em Lee Cho In.
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Conclusão

Eu super indico Cain and Abel. É um ótimo drama que mistura meus gêneros favoritos em doses bem combinadas. Só peca na trilha sonora, embora tenha ótimas músicas cantadas, como disse. Aqui estão as minhas duas favoritas:

Foolish Love - Cho Hyun Joo (com So Ji Sub)

Lovely Days (Love Theme) - SAT

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Vale a pena mencionar:

Esse k-drama me lembrou muitos outros em diversas horas, às vezes ele se assemelhava à uma colcha de retalhos. Explico: uma história nova, mas como se tivesse sido construída a partir de fragmentos de outras. Isso pode ser um ponto negativo se o roteirista não souber fazer bem seu trabalho, mas em Cain and Abel definitivamente não foi um problema.

Os que mais me vieram à mente foi Time Between Dog and Wolf, especialmente por causa da música Foolish Love, que achei bastante semelhante à música tema do outro (que se chama Foolish Heart, podem conferir aqui se quiserem); e Save The Last Dance For Me, devido aà perda de memória e de todo mundo achar que o protagonista estava morto e, depois, repentinamente "voltar à vida", sem se lembrar do que aconteceu enquanto estava desmemoriado.
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Nota:
9

Onde assistir:
online: Drama Fever (em inglês) e Viki (parcialmente legendado em português, inglês, espanhol e outros idiomas)
download: Asian Team (requer cadastro)
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Essa é minha resenha. Peço desculpas se falei mais do que devia ou se me alonguei demais, procurei medir as palavras e também ser o mais neutra possível. Quero aprimorar minhas resenhas e farei de vocês, queridos dorameiros, minhas cobaias haha. Não demorarei a trazer mais uma resenha ao blog e em 2016 serei mais frequente, se Deus quiser! Sem TCC haha

Espero que tenham desfrutado da leitura e se animado a ver esse magnífico dorama!

My *-*




6 comentários:

  1. Depois de tantos elogios, só me resta baixar, já que dá última vez perdi na atualização...

    Esse ator que faz o Choi Chi Soo, é muito bom, ele fez Melody of love, aquelas novelas que tem trocentos mil episódios kkkk

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    1. Ana, baixe e assista!!!

      Ah, sobre novelas eternamente longas... o máximo que encarei até hoje foram 35 episódios haha quem sabe uma dia crio coragem para ver a do ator do Choi Chi Soo =)

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  2. Vi esse drama esse ano e gostei demais!Essa música com So Ji sub mandando ver no rap escutei demais!Não sou muito chegada no gênero mas não sei porque,gosto muito de 2 mini álbuns dele!Feliz ano novo,com tudo de melhor da vida para você,amo ler suas resenhas!

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    1. Kajol Belle, que lindo! Como escrever é uma grande paixão minha, amo muito quando as pessoas também amam o que escrevo! Feliz ano novo para você e sua família!

      Sim, dorama muito bom é~ ainda não conheço direito o Ji Sub cantor, mas o rap da música tema é mto bom!!!

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  3. Oh, bacana a resenha! Valeu a pena ficar esse tempo todo fazendo, ficou muito boa!

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